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É 2026: Novas Regras Sobre Criptomoedas no Brasil — o Que Você Precisa Saber

 

1. Contextualização: por que 2026 é um marco para cripto no Brasil

O mercado de criptomoedas no Brasil vive uma virada regulatória. Em 10 de novembro de 2025, o Banco Central do Brasil (BC) publicou três resoluções (nº 519, 520 e 521) que passam a vigorar em 2 de fevereiro de 2026. Essas normas criam um marco legal claro para quem fornece serviços com cripto — corretoras, exchanges, prestadoras de custódia e demais intermediários. 

Com isso, o Brasil busca combinar inovação financeira com segurança, transparência e proteção aos investidores. O objetivo declarado pelo BC é reduzir riscos de fraudes, insolvência e lavagem de dinheiro, e tornar o mercado de ativos virtuais confiável como parte do sistema financeiro. Para quem investe ou pretende investir — ou já atua no universo cripto —, conhecer essas mudanças é essencial.


2. O que mudará a partir de 2026 para exchanges e prestadoras de serviços

As principais inovações para quem lida com criptoativos serão:

  • Criação das SPSAVs (Sociedades Prestadoras de Serviços de Ativos Virtuais): somente empresas autorizadas e regidas pelo BC poderão prestar serviços de corretagem, custódia, intermediação, etc. Plataformas não regularizadas terão que se adequar ou encerrar atividades.

  • Segregação de ativos: os recursos dos clientes deverão estar separados dos recursos próprios da empresa — conta-custódia separada, patrimônio segregado — para evitar risco de “desaparecimento” de recursos em caso de falência ou má gestão. 

  • Regras de compliance, segurança e transparência: as empresas deverão adotar políticas de “conheça seu cliente” (KYC), prevenção à lavagem de dinheiro (AML), testes de segurança, auditorias independentes e transparência sobre riscos, taxas e funcionamento.

  • Integração com regras de câmbio e capitais internacionais: operações com stablecoins, transferências internacionais ou remessas via cripto passam a ser reguladas como operações de câmbio. Isso sujeita transações com cripto à supervisão do BC, como ocorre com câmbio tradicional.

  • Obrigatoriedade de prestação de informação e rastreabilidade: a partir de 2026, as prestadoras terão que relatar operações com criptoativos, inclusive operações envolvendo entidades no exterior, para garantir compliance com normas internacionais de tributação e combate a crimes financeiros. 

Em resumo: quem quiser operar com criptomoedas via corretoras ou exchanges no Brasil terá de fazê-lo de forma regular, transparente e sob supervisão — o que fortalece o mercado e protege o investidor.


3. O que muda para investidores e usuários de cripto

Para quem compra, vende ou mantém criptoativos, as novidades trazem mais segurança — mas também mais responsabilidades:

  • Maior proteção contra fraudes e insolvência de exchanges — com a segregação de ativos e regras rígidas, há menor risco de “sumiço” de recursos ou péssima conduta de intermediários.

  • Transparência e clareza — as empresas devem informar riscos, taxas e políticas de segurança, o que permite ao investidor avaliar com mais conhecimento.

  • Rastreabilidade das operações internacionais — transações envolvendo stablecoins ou transferências internacionais serão monitoradas como câmbio, o que impacta quem usa cripto para remessas ou negócios no exterior.

  • Obrigatoriedade de conformidade fiscal e informativa — com a nova norma da Receita Federal do Brasil (via a norma que incorpora o padrão internacional da OCDE para declaração de criptoativos), a prestação de informações por exchanges e usuários deve obedecer critérios mais rígidos. 

  • Expectativa de evolução tributária e regulatória — embora a regulação atual não trate diretamente de tributação, o novo contexto abre espaço para futuras normas sobre impostos, IOF, compliance fiscal, etc. 

Ou seja: o novo marco coloca o cripto no Brasil como algo cada vez mais parecido com investimentos tradicionais — com obrigações, regulação e proteção.


4. Por que essas mudanças são boas — e onde ainda há atenção redobrada

Vantagens

  • A regulação traz segurança jurídica, reduz risco de golpes e aumentam a confiança de investidores.

  • Profissionalização do mercado de cripto, incentivando o amadurecimento da indústria.

  • Transparência e governança nas operações, menor risco para quem investe de forma correta.

Pontos de atenção

  • Nem todas as plataformas se adequarão — exchanges que não obtiverem autorização precisarão encerrar atividades. Clientes terão que migrar ativos. 

  • A regulamentação aumenta a burocracia (KYC, compliance, relatórios) — quem busca anonimato ou “moonshots” extremos pode se incomodar.

  • Risco de adaptação irregular de algumas prestadoras — antes de investir, é essencial verificar se a exchange está devidamente registrada e autorizada.

  • Possível evolução da tributação: com maior visibilidade sobre o mercado, o fisco poderá rever regras de impostos sobre ganhos e transações.


5. Como o Escritório Fábio Pesavento – Advogados pode ajudar você neste novo cenário

Diante dessa nova fase do mercado de cripto no Brasil, nosso escritório está preparado para auxiliar em várias frentes:

  • Avaliação e due diligence de plataformas / prestadoras — conferimos se a exchange ou custódia onde você quer investir está regular, autorizada e em conformidade com o BC.

  • Assessoria em contratos e termos de uso — analisamos os contratos de custódia ou intermediação cripto, para garantir que seus direitos estejam protegidos.

  • Consultoria de compliance e segurança jurídica — orientamos sobre obrigações de KYC, relatórios, prestação de informações e melhores práticas para investir com tranquilidade.

  • Planejamento tributário e declaração de criptoativos — ajudamos a organizar a declaração fiscal de cripto, respeitando as normas da Receita Federal, e planejamos estratégias para minimizar riscos fiscais.

  • Atuação em casos de fraude, insolvência ou má conduta de prestadoras — oferecemos suporte jurídico para recuperar recursos ou responsabilizar empresas que descumprirem as regras.


6. Conclusão: o mercado cripto no Brasil entra numa nova era — com oportunidades e responsabilidade

As novas regras para criptomoedas que entram em vigor em 2026 marcam uma clara transição: o setor deixa de ser “o faroeste das criptos” e passa a ter estrutura, supervisão e segurança dignas dos mercados tradicionais. Isso traz mais confiança, proteção ao investidor e profissionalização.

Por outro lado, impõe obrigações — compliance, transparência, regularização fiscal — que exigem atenção de quem investe.

Se você quer navegar esse novo cenário com segurança, proteger seus investimentos e garantir que tudo esteja conforme a lei — seja você um investidor ocasional ou entusiasta de cripto — o Fábio Pesavento – Advogados está pronto para orientar e representar você.

Invista com inteligência. Invista com segurança. E conte com assessoria jurídica especializa

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